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De Pequeno a Grande!

  • Foto do escritor: Ian Wright
    Ian Wright
  • 28 de jun. de 2020
  • 3 min de leitura

As equipas ditas grandes continuam com enormes dificuldades em serem constantes nos seus resultados e nas suas exibições. Já tínhamos analisado o campeonato alemão e percebemos que as equipas que jogam fora do seu estádio começaram a ter mais vitórias do que aquelas que jogam em casa. No campeonato português, para além do seu equilíbrio que parece ainda mais claro, após esta paragem podemos verificar que o 12º jogador tem feito mesmo a diferença.

Para uma equipa como o Sporting que tinha uma pressão bastante negativa nos seus jogos por parte dos adeptos foi um factor positivo pois passou das criticas constantes, jogo após jogo, a um silêncio e a uma passividade que deixa que os jogadores decidam com mais clareza e ainda trouxe a pressão necessária para que os jogadores mais jovens aparecessem e demonstrassem o seu real valor. Para o treinador, Rúben Amorim, foi um factor também positivo pois entrou numa fase complicada e com esta paragem, sem a pressão negativa dos adeptos, conseguiu trabalhar e conhecer melhor o plantel, entrando nesta nova fase do clube com um futebol que faz arregalar o olho.

A equipa que tem vindo a provar que é totalmente dependente dos adeptos é o Benfica. Para além do futebol de pouca qualidade que tem demonstrado em campo e que já vinha em decadência, a pressão que era feita às equipas adversárias por parte dos adeptos tinha grande impacto. Será que o Santa Clara com o Estádio da Luz cheio teria a mesma coragem e atrevimento que teve no jogo? Não tirando mérito ao Santa Clara que conseguiu sem dúvida ser a equipa "grande" neste jogo, não só pelo resultado mas pela maneira que se apresentou.

O Porto foi uma das equipas que melhor se adaptou a esta "perda" dos adeptos no seu estádio. No primeiro jogo sofre uma derrota contra o Famalicão onde se apresentou sem ideias, no entanto, no jogo seguinte, com o Marítimo, voltou a assumir-se equipa "grande" pela posse e pela pressão que conseguiu durante quase todo o jogo. O Marítimo teve algumas situações claras de golo mas estas foram causadas pela exploração dos pontos fracos do Porto.

Este é apenas um factor que tem influencia no jogo mas se uma equipa não for competente nos 5 momentos, no inicio até pode disfarçar com alguns resultados positivos mas depois as dificuldades vêm sempre ao de cima. Poderíamos facilmente pegar no Benfica e pensar em que lugar estaria esta equipa, que está sem uma linha condutora de jogo, caso não tivesse o seu grandioso estádio sempre cheio, ou cada vez que vai jogar fora não se sentisse a jogar em casa. Podemos agarrar neste mau momento e contrastar com a equipa da época passada ou com as equipas de Jorge Jesus que voavam em campo ao som dos seus adeptos e demoliam os seus adversários de uma forma estrondosa. As equipas já sabiam que era quase impossível antes do jogo, não só pelo desnível financeiro e a qualidade dos seus jogadores mas por todo o ambiente vivido no "inferno da luz".

Neste momento esta diferença entre clubes diminuiu e demonstrou que os "grandes" clubes têm de fazer muito mais e que a grande parte das equipas ditas "pequenas" estão a trabalhar de uma forma extraordinária. Terminando a dizer que após esta retoma do campeonato tudo é possível acontecer em qualquer campo.


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