Qual a importância da Inteligência Emocional?
- Ian Wright

- 9 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
Mesmo que se trate sempre de algo subjectivo, os sentimentos e as emoções ditam o modo de perceber o mundo exterior e daí vem a sua crucial importância. A ordem sequencial de uma reacção afectiva é a seguinte: os órgãos sensoriais captam um estímulo que é transmitido ao córtex cerebral, o qual emite impulsos à periferia produzindo-se modificações somáticas que, ao serem percebidas pelo sujeito (consciência), provocam nele a emoção. Quando a consciência está presente a emoção encaminha o sujeito a ter determinados sentimentos pois os sentimentos são a interpretação das emoções.
A inteligência emocional (IE) não é nada mais do que o equilíbrio entre a emoção e a razão remetendo para o processo de tomada de decisão. Não está directamente ligada ao coeficiente de inteligência (QI) mas sim ao controlo das emoções. Um estudo feito pela TalentSmarts sobre IE destaca:
“Descobrimos que 90% das pessoas com maiores níveis de desempenho também têm elevados níveis de inteligência emocional. Por outro lado, apenas 20% daqueles que têm um nível mais baixo de desempenho, são altamente inteligentes no que toca às emoções. É possível que chegue ao topo sem ser emocionalmente inteligente, mas as probabilidades são escassas.”
A IE divide-se em cinco grande domínios:
- Auto-consciência - Conhecer as nossas emoções implica tomar consciência no momento em que acontecem, fazendo uma auto-análise levando-nos aos nossos comportamos e à forma como nos queremos comportar;
- Gestão de emoções - Se no ponto anterior tomávamos consciência das emoções sentidas, neste tentamos gerir as mesmas. Mas como podemos nós gerir as nossas emoções?
É um erro dizer que controlamos as nossas emoções, podemos é controlar certos comportamentos e estes poderão criar uma alteração emocional como por exemplo utilizar a respiração profunda. Através deste método podemos conseguir um auto-domínio dos impulso, pensando antes de agir, tomando a melhor decisão;
- Auto-motivação - Consiste em direccionar as nossas emoções para alcançar os nossos objectivos determinando de forma realista e consciente as nossas motivações intrínsecas.
- Empatia - Reconhecer e interpretar as emoções nos outros segundo as suas respostas emocionais, estando sempre um passo à frente;
- Habilidades sociais - Trata da capacidade de lidar com as emoções dos outros, gerindo-as em prole dos objectivos do grupo, conseguindo gerir conflitos de forma mais eficiente fomentando um compromisso mais global. Como consequência gera um maior e melhor impacto nas pessoas que lidera. (Gestão de emoções + empatia).
O treinador deve alcançar um estado em que as suas decisões não sejam influenciadas pelos sentimentos ou emoções, para tal, é necessário dominar a Inteligência intra-pessoal que é composta pela auto-consciência, gestão de emoções e pela auto-motivação. O treinador também deve dominar a Inteligência inter-pessoal que se baseia na empatia e nas habilidades sociais, referidas anteriormente.
Todos estas habilidades são essenciais para a gestão e liderança de uma equipa, aumentando a sua eficácia na intervenção e nos compromissos propostos, seja a nível individual como colectivo. Com inteligência emocional podemos conseguir equipas mais motivadas e mais empenhadas para cumprir os objectivos propostos, conseguindo dar mais valor ao processo e não só ao resultado.




Comentários